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27.02.2014
Trabalhadores da Cagepa cobram melhores condições de trabalho em assembléia

Cerca de 150 trabalhadores da Cagepa, em Campina Grande, realizaram na manhã desta quinta-feira (27) uma assembléia para discutir as más condições de trabalho enfrentadas pelos funcionários da empresa. No encontro, ficou definido que a direção da Cagepa terá até o dia 17 de março para fazer a entrega da primeira remessa de novos coletores de leitura e impressoras aos Leituristas, além de regularizar a função dos Agentes de Manutenção da empresa e oferecer melhores condições de trabalho aos Atendentes Comerciais em Campina. Caso a Cagepa não atenda as solicitações, os trabalhadores irão realizar uma paralisação de advertência no dia 19 de março.

Em reunião realizada ontem (26) à tarde na sede da Cagepa, em João Pessoa, o presidente da empresa, Deusdete Queiroga Filho, garantiu ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) que os Leituristas vão receber os equipamentos a partir do dia 17 de março e que as outras reivindicações também serão analisadas pela direção da empresa.

Na oportunidade, também foi debatido os problemas referentes aos Agentes de Manutenção e Atendentes Comerciais. Segundo o presidente do STIUPB, Wilton Maia Velez, a diretoria da Cagepa não deixa claro qual a função que deve ser exercida pelos Agentes de Manutenção. “Queremos que seja regulamentada a função dos Agentes de Manutenção, porque esses profissionais exercem todo tipo de atividade dentro da empresa, o que configura-se desvio de função. Muito deles também trabalham em cidades diferentes das quais foram concursados e não recebem sequer o vale-transporte que tem direito. Reivindicamos que o departamento jurídico da Cagepa esclareça ao sindicato quais as atividades especificas que esses funcionários devem exercer e regularize essa situação”, afirmou.

Já os atendentes da Cagepa, em Campina Grande, reivindicam que durante o período de reforma do R2 da Cagepa (atual local de trabalho), sejam transferidos para a sede da Casa da Cidadania, às margens do Açude Velho. “O prédio passará por reformas e a empresa quer colocá-los em uma sala sem as condições mínimas para o trabalho. Se isso ocorrer, eles não terão condições de exercer as atividades com qualidade. Também queremos que durante a reforma câmeras de segurança e guichês individuais sejam instalados, haja vista que os atendentes vêm sofrendo agressões de clientes durante os atendimentos. Os atendentes também querem ser enquadrados no horário de 6h diárias, pois eles vêm trabalhando acima dessa carga horária e não ganham por horas extras”, explicou Wilton Maia.

 

 

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