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23.07.2014
Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor paraibano Ariano Suassuna.

Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Como diria CHICÓ, uma de suas personagens do Auto da Compadecida:

“Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável...”

Naturalmente não podemos esperar que ocorra como na historia em que João Grilo, contraria o que diz a frase, pois o personagem volta da morte e prova que nenhum mal é “irremediável”

Então, conclui CHICÓ “Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso fazer agora? Somente seu enterro e rezar por sua alma.”

Trechos: “Auto da Compadecida”

Valeu Ariano...

 

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