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16.04.2018
Com apoio do Stiupb, servidores da Chesf Campina aderem ao Dia Nacional de Luta

 

Trabalhadores da Chesf em Campina Grande participaram nesta segunda-feira, 16, de uma assembleia para marcar a participação da categoria no Dia Nacional de Luta Contra a Privatização da Eletrobras – defesa do patrimônio público, soberania nacional e segurança energética, luta que tem o apoio e a participação direta do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba (Stiupb).

O Stiupb foi representado nessa assembleia por seu diretor, Osvaldo Aristides, também funcionário da Chesf.

Nesse encontro, os trabalhadores da Chesf local tiveram conhecimento também, do andamento das discussões em torno do Acordo Coletivo de Trabalho da Companhia, eleições Fachesf, além do processo de privatização Eletrobrás.

Recentemente, o presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, esteve participando, em Brasília, de vários eventos direcionados em defesa da Chesf, além de ter integrado uma das discussões sobre o ACT da Chesf.

O Stiupb tem se posicionado contra os processos de privatizações propostos pelo Governo Temer. Aqui na Paraíba, o Sindicato conseguiu sensibilizar o Governador Ricardo Cotinho a lutar pela causa (que anteriormente já havia negado a privatização da Cagepa), além dos deputados estaduais, na pessoa do parlamentar Gervásio Maia, que criou a Frente Parlamentar contra a privatização da Eletrobras.

O QUE PODE ACONTECER - De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a venda da Eletrobras vai resultar em um aumento inicial na tarifa de energia de 16,7%, no mínimo. Alguns especialistas apontam reajustes superiores a 70%.

Outro impacto é o corte na tarifa social que garante descontos na conta de energia para pessoas de baixa renda e beneficia mais de 8 milhões de lares brasileiros e será extinta com base na proposta da nota técnica nº 5, proveniente da consulta pública nº 33, que altera o marco regulatório do setor elétrico. Segundo dados da Aneel, do total, 56% dos favorecidos pelo programa estão no nordeste e 24% no sudeste.

Privatizar é promover desigualdade social

Diante de todos esses impactos e retrocessos, permitir a privatização das estatais do setor elétrico é promover maior desigualdade social e negar o acesso à energia para a população mais pobre do Brasil. Assim, para barrar mais esse retrocesso é preciso paralisar os locais de trabalho, fazer atos e manifestações, ocupar ruas, avenidas e praças, além de pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais. 

 

 

 

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