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10.06.2018
Servidores da Chesf param por 72hs a partir desta segunda em CG

 

Servidores da Chesf de Campina Grande, seguindo um calendário nacional, irão paralisar as atividades por 72 horas, a partir desta segunda-feira, 11. A greve de 72 horas denuncia a ofensiva do governo de Michel Temer pela privatização da Eletrobras. A expectativa é que cruzem os braços aproximadamente 24 mil trabalhadores do grupo Eletrobras das áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras do estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

Conforme o presidente do Stiupb, Wilton Maia Velezm, “Nossa greve é contra o processo de privatização da Eletrobras, que é uma tentativa de desmonte das empresas do sistema elétrico nacional. A empresa está sendo posta à venda por um preço vil para satisfazer interesses de grandes grupos financeiros nacionais e internacionais e de países como a China, Itália e França, que têm interesse em se apropriar do patrimônio estratégico que representam as empresas do sistema Eletrobras”, diz o dirigente.

A luta contra a privatização da Eletrobras é de toda a sociedade. “Se o governo privatizar a Eletrobras, a conta de luz do trabalhador(a) vai aumentar. Se o desmonte do Estado ocorrer, a população brasileira será penalizada com a falta de serviços básicos assistenciais”.

Proposta da Eletrobras para o ACT vem na toada privatizante

A proposta apresentada pelos representantes da Eletrobras nesta quinta-feira (7), na 5ª rodada de negociação para o ACT 2018, só contribui para o fortalecimento da paralisação de 72 horas que acontecerá no início da próxima semana, contra a proposta de privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina.

A proposta apresentada não garante as clausulas essenciais contra o processo de privatização em curso. Conseguimos avançar no retorno das clausulas 6ª e 7ª que garantem o emprego e a não demissão em massa. No entanto, ainda não contempla a cláusula 8º, que trata da discussão prévia com os sindicatos da alteração das IN’s vigentes e a cláusula 18º, política de transferência.

A alegação dos representantes da Eletrobras foi de que estas são inócuas. Pois bem, se são inócuas, que mal faz em deixá-las no acordo? A retirada dessa cláusula é permitir que as empresas retirem direitos e benefícios dos trabalhadores de forma constante. Não esqueçamos as ações judiciais ganhas pelos trabalhadores nas empresas tendo a cláusula 8ª como referência, já que, apesar de estar no ACT Nacional, as empresas continuamente a descumprem.

O reajuste salarial apresentado foi de 70% do INPC, sendo que historicamente, o acordo do Sistema Eletrobras tem por base o IPCA.

Agenda desta semana:


Greve de 72h – 11, 12 e 13.06


Aniversário da Eletrobras – 11.06


Audiência Pública na Comissão do PL 1917/15, às 15h. Câmara dos Deputados.


Audiência Pública na Comissão de Fiscalização e Controle, às 11h, Plenário 9 da Câmara dos Deputados, sobre os impactos da privatização da Eletrobras e das empresas distribuidoras.

 

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