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11.06.2018
Paralisação dos servidores da Chesf atinge Campina Grande

 

Eletricitários de todo o País iniciaram, a partir da zero hora desta segunda-feira (11), uma paralisação de 72 horas contra a privatização da Eletrobras e a venda das distribuidoras de energia do grupo, promovidas pelo governo Temer. A categoria defende uma Eletrobras pública, eficiente e para todos os brasileiros.


O movimento de paralisação também atinge Campina Grande. Os funcionários estão mobilizados desde cedo da manhã desta segunda-feira, 11.


A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba (Stiupb), através do seu presidente, Wilton Maia Velez, está participando ativamente deste processo, com presença ativa no local da concentração do manifesto, na Chesf.


Logo na entrada do prédio, faixas indicam a paralisação. Durante todo o dia, diretores do Stiupb e os próprios funcionários da Companhia fazem uso da palavra, cada um expondo seu ponto de vista sobre o momento atual vivido no Brasil, onde o Governo Federal quer privatizar tudo que é público - não apenas o setor elétrico, mas até mesmo o serviço de água e esgoto.


Nas assembleias da manhã e tarde, Wilton Maia tem procurado mostrar que o mais importante neste momento, não é a defesa dos salários, mas, sobretudo, a luta contra a privatização: “E digo isso a vocês porque, historicamente, os processos de privatizações no País foram ruins para trabalhadores e para o povo em geral: “Moro desde pequeno no abandono que é hoje a Estação de Trem da Rede Ferroviária, jogada às traças; acompanhei e vi a Celb ser vendida, hoje transformada em Energisa, onde só se visa o lucro pelo lucro: vi a Chesf crescendo em Campina e sei que se ela for privatizada, tenham a certeza, muitos serão demitidos e nós, enquanto consumidores, iremos arcar com as consequências com tarifas ainda mais altas”.

PREJUÍZOS – Ao contrário do que o governo diz, a privatização da Eletrobras trará muitos prejuízos ao país e, mais diretamente, à população, com aumento significativo nas contas de luz. Estudos indicam que esse aumento pode chegar a 30%.



Os eletricitários também querem a imediata saída do atual presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Jr., pois ele representa a simbologia da privatização e é o agente direto da política de destruição da empresa.

 

 

 

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