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27.07.2018
Stiupb responde Senador e Deputado sobre defesa da Reforma Trabalhista e cita Odebrecht

Ao tomar conhecimento que o Senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o Deputado Federal Pedro Cunha Lima, aliados do Presidente Temer, haviam elogiado a Reforma Trabalhista e ainda desafiado qualquer  trabalhador a apontar um malefício para a classe trabalhadora, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba – Stiupb, Wilton Maia Velez, apontou pelo menos 13 prejuízos aos trabalhadores: “É lamentável que tenhamos representantes nesse nível, com uma visão voltada aos interesses do capital e sem nenhum respeito a direitos conquistados às duras penas por longas décadas por todos os brasileiros”.

O presidente do Stiupb disse não estranhar a declaração do Senador Cássio: “Ele defende as privatizações porque tem relações muito próximas com grupos interessados nesses processos. Foi denunciado na Lava-Jato por receber R$ 800 mil de propina para favorecer a Odebrecht e, em troca, caso fosse eleito Governador, iria vender a Cagepa à mesma construtora. Ele é primo do prefeito de Campina Grande, que quer entregar a mesma Cagepa à iniciativa privada”.

Para Wilton Maia, o grande prejuízo provocado pela Reforma está nos números de desempregados espalhados pelo País, mostrados diariamente pela imprensa, algo jamais visto em governos anteriores. “O índice de desemprego no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Atualmente o índice beira os 14 milhões de desempregados”.

“Temos o Trabalho intermitente; o Parcelamento das férias; Grávidas trabalhando em ambientes insalubres; demissão em massa; possibilidade de se receber menos que o salário  mínimo; Dificuldade para a retirada das férias; Enfraquecimento da Justiça do Trabalho; Redução da remuneração em domingos e feriados trabalhados;  trabalhador de baixa renda poderão ter que pagar pelas perícias da ação trabalhista; permissão para que patrão e empregado possam assinar “termo anual de quitação de obrigações trabalhistas”, no qual o trabalhador pode ficar impedido de ir à Justiça questionar o valor do seu salário, além das jornadas de trabalho, sem garantias de pagamento das horas trabalhadas.

Wilton Maia, que é presidente do sindicato que congrega os trabalhadores da Cagepa, Energisa, Chesf, PBGás e Termelétrica, afirmou ainda que o Senador Cássio e Deputado têm toda razão em votar pela Reforma: “Afinal, eles representam os interesses de empresários que vivem a explorar a mão de obra barata, muitas dessas empresas inclusive  vivem às custas do financiamento do erário  público, através de licitações que consomem o dinheiro público”.

 

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