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28.11.2019
Estudo mostra que tarifa da água em empresas privadas tem aumentado substancialmente

 

Através de gráficos e de vídeo que circulam nas redes sociais, as entidades urbanitárias que defendem o saneamento público e de qualidade, fizeram um paralelo entre as empresas que operam os sistemas em vários estados, inclusive aqui na Paraíba, através da Cagepa. O levantamento mostrou que nos locais onde o serviço foi entregue à iniciativa privada, o valor da tarifa foi reajustado exorbitantemente, em detrimento à qualidade do que é oferecido à população em termos de serviços prestados.

Enquanto no Rio de Janeiro, cujos serviços de saneamento são geridos pela Aegea (privada), a tarifa mínina é de R$ 94,90, o valor na Paraíba, administrada pela Cagepa (pública), é de R$ 37,91.

Outras empresas públicas no País também adotam tarifas bem mais baixas, a exemplo da Embasa, na Bahia, com R$ 30,68; e a Cesan, no Espírito Santo, com R$ 33,80.

Outros estudos mostram que em vários Países empresas que foram privatizadas foram reestatizadas, a exemplo de Berlim, Paris, Budapeste, Buenos Aires e Paris, pelo simples fato de que o processo de privatização só serviu mesmo para reajustar tarifas e não haver investimentos em saneamento em áreas necessárias.

Confira no vídeo o que representa o Projeto de Lei 3261, que pretende privatizar as empresas de saneamento no País: https://www.youtube.com/watch?v=ee_WBtla_hQ

Para os urbanitários, Deputado Geninho, juntamente com o Governo Federal, as entidades do setor privado ,querem criar um monopólio privado no setor de saneamento básico no País. A legislação atual já permite todas as formas de participação privada, quer sejam: Concessões, subconcessões, PPP, venda de ativos total ou parcial, abertura de capital, locação de ativos entre outras.

Essa história de que o setor privado vai trazer recursos é uma grande falácia. Vejam o exemplo de Manaus que após 20 anos de empresa privada ainda tem quase 600 mil pessoas sem água na cidade e apenas 12,5% de coleta de esgoto. Manaus, segundo o TRATA BRASIL está em 98° lugar entre os cem maiores municípios.

Enquanto isso, empresas públicas se mostram eficientes e praticam mais justas socialmente falando.

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), por exemplo, é a única empresa pública paraibana a figurar no ranking “Valor 1000” do jornal Valor Econômico, que mostra os resultados contábeis e financeiros das mil maiores empresas brasileiras de 2018. A companhia apareceu no 660º lugar, tendo apresentado, em 2017, um lucro líquido de R$ 65 milhões que, em 2018, saltou para R$ 109 milhões. Isso representa um aumento de mais de 67% em apenas um ano.

E os resultados se traduziram em investimentos na rede de atendimento. João Pessoa é a primeira capital do Nordeste e a quarta do país em abastecimento de água e saneamento básico, segundo o levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). A cidade tem 100% de abastecimento de água e 76,8% de tratamento de esgoto. Campina Grande também é citado com destaque, figurando em 3º lugar na lista de municípios de grande porte classificados como “em compromisso com a universalização”, com 100% de abastecimento de água e 88% de tratamento de esgoto.

CONFIRA ABAIXO GRÁFICOS MOSTRANDO A COMPARAÇÃO DE PREÇOS

 

 

 

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