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10.01.2020
Investimento da Cagepa reduz em 59% internações associadas à falta de saneamento em Campina Grande

O investimento de R$ 17 milhões por parte da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) em obras de esgotamento sanitário na cidade de Campina Grande tem repercutido na melhoria da saúde da população. Em sete anos, o número de internações por doenças de veiculação hídrica diminuiu 59,5% no município de Campina Grande. Em 2010, o DataSus registrou 2.250 internações na cidade; em 2017, foram 910 casos. Os números fazem parte do Painel Saneamento Brasil, plataforma lançada pelo Instituto Trata Brasil, que cruza os dados de vários órgãos e aponta a relação entre saúde e saneamento básico.

Analisando as parcelas da população sem coleta de esgoto (% da população), Campina Grande detém um índice melhor que todas as capitais do Nordeste. Enquanto cidades como Recife e Natal apresentam índices de 63,2% e 57,4% sem o serviço, respectivamente, apenas 10,4% da população de Campina não possui esgotamento sanitário.

Josefa Gonçalves, moradora do bairro Jeremias, se diz satisfeita por ter diminuído às idas ao hospital

A dona de casa campinense Josefa Gonçalves da Silva, moradora do bairro Jeremias, conta que desde que a sua rua foi saneada, as idas ao hospital diminuíram drasticamente. “Depois que a Cagepa colocou o esgotamento aqui na rua, nunca mais tive problema de saúde. Só vou ao médico mesmo pra fazer os exames de rotina. Sempre achei muito bom a obra ter chegado aqui porque valoriza mais a casa da gente, né? Mas, agora estou percebendo que o ganho que o esgoto trouxe pra gente é muito maior”, comentou.

Essa relação entre a coleta e tratamento do esgoto e a qualidade de vida da população é comprovada cientificamente, segundo atesta a gerente da Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde, Liliane Monteiro. “Dentre as doenças de veiculação hídrica no Brasil, a diarreia é reconhecida como importante causa de morbimortalidade, mantendo relação direta com as precárias condições de vida e saúde dos indivíduos, em consequência da falta de saneamento básico e desastres naturais como estiagem, seca e inundação”, explicou. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado.

Campina é destaque nacional – Dados do mais recente levantamento do Instituto Trata Brasil, divulgado em 2019, destacam Campina Grande como uma das cidades avaliadas com 100% de atendimento urbano de água e aparece no levantamento como o município do Nordeste com menor índice de perdas na distribuição (23,49%). O percentual coloca Campina como o 10º melhor resultado dentre as 100 cidades brasileiras avaliadas pelo estudo. Nos demais rankings do estudo do Trata Brasil, Campina Grande também aparece entre os municípios com mais eficiência na gestão – segundo município do País com menor índice de perdas de faturamento (-2,72%).

O índice de perdas na distribuição se refere à diferença entre a água produzida e a efetivamente consumida, tanto medida quanto estimada. Por exemplo, é o desperdício que ocorre quando o hidrômetro está quebrado, assim como o que se perde devido aos vazamentos e ligações clandestinas. A Cagepa apresenta, historicamente, índices abaixo das médias regional e nacional, se mantendo entre as empresas de saneamento do Nordeste com mais eficiência na gestão e melhores resultados.

Marcus Vinícius representa a Aesbe em seminário sobre Marco Legal do Saneamento

Para presidente da Cagepa, investir em saneamento significa promover desenvolvimento para o Estado

Para o presidente da Companhia, Marcus Vinícius Fernandes Neves, os números evidenciam, ainda mais, o trabalho contínuo da Cagepa focado na melhoria da gestão de bens e serviços. “Além de um direito da população, o saneamento é também sinônimo de desenvolvimento, visto que é um benefício que está diretamente ligado à saúde pública, à melhoria da infraestrutura e ao fomento da economia. A Organização Mundial de Saúde é muito clara ao afirmar que cada real investido em saneamento economiza quatro reais na saúde. Essa é uma luta da nossa empresa pública que visa muito além do lucro em si, mas em fazer um investimento com retorno prático e visível no bem estar da população e também nos gastos públicos com saúde”, pontuou.

 

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