Notícias

11.11.2016
Centrais Sindicais e movimentos populares realizam Dia Nacional de Paralisação e Greve na Paraíba

 

 

Contra a política de desvalorização da educação, a Medida Provisória MP 746 que desmonta o Ensino Médio, a PEC 241 que congela os investimentos em saúde e educação pública por 20 anos, nesta sexta-feira (11) movimentos populares, centrais sindicais, ONGs e a sociedade civil organizada realizarão o “Dia Nacional de Paralisação, Mobilização e Greve”.

As paralisações se espalham por toda Paraíba. Na Capital, a concentração do ato ocorreu  às 14h, no Lyceu Paraibano. Na cidade de Campina Grande, um protesto ocorreu  às 8h, na Praça da Bandeira. Já no sertão, no município de Cajazeiras, a mobilização aconteceu às 7h, na Praça Coração de Jesus.

Diversos setores como: Urbanitários, Construção Civil, Ferroviários, Motoristas, Comerciários, Policiais, Funcionários Públicos, Vigilantes, Rodoviários, Professores e Servidores das Universidades Públicas participaram dos atos.

De acordo com o Presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, toda mobilização deu voz e vez ao trabalhador e aos movimentos sociais. “Estamos vivenciando um clima crescente de insatisfação social com esses projetos que estão sendo votados contra o povo brasileiro. Querem congelar os investimentos durante 20 anos e isso só agrava ainda mais a crise econômica que estamos vivendo. Por isso, como forma de lutar contra o desmonte do estado e das políticas sociais estaremos nas ruas nesta sexta, juntamente com todos os trabalhadores e trabalhadoras mandando nosso recado à sociedade e aos políticos”, disse.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o desemprego já atinge 22 milhões de pessoas e a inflação, oficial já acumula 7,87% em 12 meses.

Esse cenário comprova o agravamento da crise, que só avança com a Reforma da Previdência, que pretende aumentar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos, para homens e mulheres do setor público e da iniciativa privada e a reforma trabalhista, permitindo que o que for negociado entre sindicatos e patrões valha mais do que os direitos adquiridos na CLT. Ou seja, acaba as garantias de férias, 13% salário, horas extras e outros direitos.

 

Saiba mais:

PEC55 (ex-241): A Proposta de Emenda Constitucional 55 (ex-241) congela em 20 anos o orçamento para os serviços públicos, entre eles saúde e educação, assim como salários e carreira de servidores públicos. Se esta PEC estivesse sido aprovada há 20 anos, o salário mínimo seria de R$ 400 hoje.

A Medida Provisória 746 da Reforma do Ensino Médio que pretende tirar do currículo escolar disciplinas importantes para a formação da juventude, como educação física, artes, sociologia e filosofia e permitirá que qualquer profissional poderá ensinar sem que, necessariamente seja professora ou professor!

Não podemos aceitar esses ataques que estão sendo impostos pelo Governo Temer e este Congresso Corrupto e por isso as Centrais Sindicais estão convocando as trabalhadoras e trabalhadoras para unir forças neste dia Nacional de Paralisações e Greves. NENHUM DIREITO A MENOS!

 

 

Outras notícias