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O debate em torno da reestatização de serviços oferecidos ao público não está relacionado apenas com a geração de empregos ou com a autonomia de um país, mas também com a qualidade dos serviços oferecidos à população.
O setor de águas britânico foi privatizado há mais de três décadas, com a promessa de que a população seria pequena acionista do segmento. Na verdade, o controle da indústria da água britânica acabou nas mãos de outros interessados.
A maioria das empresas de água da Inglaterra pertence à iniciativa privada, e apenas três delas estão listadas em bolsa de valores – sendo que grande parte desses papéis pertence ao mesmo perfil de fundos de infraestrutura e empresas de capital privado.
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“Seis empresas de água estão sob investigação por atividades potencialmente ilegais, à medida que cresce a pressão sobre a indústria para investir mais dinheiro na substituição e restauração de infraestruturas em ruínas para proteger o meio ambiente e a saúde pública”, ressalta o jornal.
Tal rede de investidores só veio a público diante do aumento da pressão por políticos e pela opinião pública, que querem punições para essa indústria por fatores como despejo de esgoto, vazamentos e escassez de água.
“Não é simplesmente o caso de o proprietário pretender aumentar a receita e reduzir os custos e manter os lucros”, diz a pesquisadora. “É mais provável que os ganhos de private equity sejam alcançados pela reestruturação das finanças da empresa ou engenharia financeira do que por melhorias de produtividade…”
A pesquisadora destaca ainda o foco voltado para a extração de receitas, em detrimento da preocupação com a saúde de longo prazo de uma empresa, o que abre espaço para a criação de estruturas financeiras que chegaram a levar empresas ao colapso.
Enquanto isso, ativistas afirmam que o Parlamento britânico poderia renacionalizar o setor sem ser obrigado a compensar os acionistas, um movimento que tem buscado reavaliar o sistema após as críticas de que a indústria não tem agido de acordo com o interesse público.
