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O Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb), marca presença no II Encontro Nacional sobre Direitos Humanos à Água e ao Saneamento (ENDHAS), que teve início na quarta-feira (18), na Escola Politécnica da UFBA, em Salvador.
O Sindicato participa com uma delegação de dirigentes, entre eles, o presidente Wilton Maia Velez, Genildo Ferreira e Marcos Luiz, reforçando o compromisso com a defesa do saneamento público e com o direito universal à água e ao esgoto.
O evento reúne cerca de 350 participantes, entre pesquisadores, movimentos sociais, sindicatos e entidades de todo o Brasil e da América Latina.
Com uma programação intensa, o encontro tem como eixo central o debate sobre o déficit persistente no acesso aos serviços de saneamento, as fragilidades da gestão e regulação no país e as múltiplas dimensões de desigualdade que excluem milhões de brasileiros desse direito básico.
Ao todo, serão 22 horas de atividades, incluindo mesas de debate, sessões técnicas e oficinas autogestionadas, que abordam temas como racismo ambiental, mudanças climáticas, saneamento em áreas rurais e periféricas, além do avanço da privatização e da financeirização do setor.
Um dos principais focos do evento é o enfrentamento às privatizações, especialmente diante dos impactos da Lei 14.026/2020, que tem sido utilizada para ampliar a entrega do saneamento à iniciativa privada. Nesse contexto, ganha destaque o novo projeto de lei elaborado por diversas entidades, entre elas o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) e o próprio Sintaema, que propõe mudanças no marco legal vigente.
A proposta foi apresentada em Brasília, durante seminário realizado entre os dias 9 e 11 de março, como parte da construção de uma agenda alternativa para o setor.
Para o presidente do Stiupb, Wilton Maia, o momento exige unidade e mobilização: “Estamos diante de um processo acelerado de privatização que coloca em risco o acesso da população à água e ao saneamento. Temos que fortalecer a resistência, construir propostas concretas e reafirmar que água não é mercadoria, é direito. Precisamos reverter os retrocessos e garantir um modelo público, inclusivo e comprometido com a vida”, destacou.
